Mi - 18
UMA MULHER APAIXONADA
Por Michele Paiva
Esse final de semana foi revelador para mim: descobri que sou uma pseudo mulher-urbana-da-poluição-e-asfalto. Sim, me definia como uma urbanóide e agora descobri que adoro um sossego.
Estou apaixonada, completamente apaixonada por Paraty. Pelos moradores, pelas ruas de pedras desniveladas que faziam meus pés doerem muito ao deitar na boa cama do hotel nem tão bom, sempre muito tarde, aliás - Morpheu nem ligava para mim, via como eu estava feliz - as casas, os cantinhos...aquela beleza natural escondida, entre becos e casinhas fofas, daquelas que quando você era criança (e menina) queria que fosse a casinha de suas bonecas.
Um lugar que dá vontade de parar e olhar infinitamente. sem pensar na vida, sem pensar em nada (porque lá eu realmente consegui não pensar em nada) e aproveitar aos pouquinhos o doce que vem na atmosfera da paisagem.
E também tô falando de amizade. Alguns dias ao lado de pessoas tão especiais, pessoas que eu já amava, pessoas que descobri, pessoas. Pode até não dar em amizade eterna, mas minha cabecinha romântica via tanta cumplicidade e apoio que só aquele momento já valeu.
Ainda tinha, para completar a perfeição, literatura. Muita e para todos os gostos. Encontrei tanta coisa boa, tanta coisa ruim...ouvi preciosidades e opiniões que, pelo menos, me farão pensar.
Tô boba e cheia de clichê, por causa de um final de semana que até meus sonhos me deixaram em paz. O sono, apesar de pouco, já que era um desperdício deixar aquela cidade sem meu olhar , era tão profundo e denso como o os dias que mais aproveitei nos últimos tempos.
O péssimo foi chegar ao Rio, pela rodoviária horrorosa que temos e me deparar, em pleno domingo, com um trânsito chato até de se ver...ai, vida chata que teima em voltar ao normal.
Leia este blog no seu celular